O deputado Reguffe (PDT/DF) apresentou projeto de lei segundo o
qual os planos de saúde coletivos ou empresariais com até 100
beneficiários deverão ter o mesmo tratamento legal válido para os
planos individuais.
O deputado lembra que, atualmente, esse segmento evita fornecer
planos de saúde individuais. “Empresas do setor, ao oferecerem
planos coletivos a grupos de até cinco pessoas, tentam burlar a
fiscalização e o controle da ANS (Agência Nacional de Saúde
Suplementar). Esses beneficiários tornam-se reféns das operadoras,
uma vez que a atuação da ANS fica bastante restrita por não se
tratar mais de planos de saúde individuais”, afirma o
parlamentar.
Ele acrescenta que, diante desse quadro, o projeto tem o
objetivo de garantir “medidas protetivas” aos beneficiários de
planos coletivos de até cem beneficiários, assegurando a esses
consumidores os mesmos direitos e garantias de quem possui planos
individuais. “Esses planos também serão regulados e fiscalizados
pela ANS, principalmente no que diz respeito aos seus reajustes
anuais”, explica.
Para Reguffe, se os detentores dos planos coletivos não possuem
a quantidade mínima de beneficiários suficiente para igualar as
relações de consumo com as empresas que os fornecem, nada mais
justo que o órgão regulador e fiscalizador passe também a
acompanhar e regular esses contratos, da mesma forma que já atua
nos contratos individuais. “O projeto visa a equilibrar a relação
de consumo, protegendo a parte mais frágil dessa relação, que é o
consumidor de planos com até 100 beneficiários, sem onerar de forma
injusta ou ilegal as demais partes dessa forma de contratação”,
conclui.