Pesquisa da regional da
SBCP revela crescimento de 31% nas lipoaspirações nos últimos cinco
anos; procedimento lidera o ranking das plásticas
estéticas
Com o
intuito de entender o mercado da cirurgia plástica de São Paulo, os
desejos e as dificuldades dos pacientes, assim como quais são as
tendências para um futuro próximo, a Sociedade Brasileira de
Cirurgia Plástica de São Paulo (SBCP-SP) realizou uma pesquisa com
378 cirurgiões plásticos do Estado, entre abril e maio deste ano, e
constatou que são feitas cerca de 50 mil cirurgias plásticas por
mês.
A retirada de gordura localizada é o
pedido mais frequente em consultórios de cirurgiões plásticos em
São Paulo, junto com as plásticas de abdômen. Ambos foram indicados
por 94% dos médicos entrevistados como os procedimentos mais
realizados.
A lipoaspiração é mais realizada por
mulheres com idade média de 32 anos, segundo 95% dos cirurgiões. O
procedimento está entre os que mais cresceram nos últimos cinco
anos, com 32% de aumento. Dentre os motivos do aumento da procura
está a melhora do poder aquisitivo da população brasileira, segundo
o presidente da SBCP-SP e idealizador do levantamento, Fernando de
Almeida Prado.
O levantamento mostra que 48% dos
pacientes pertencem à classe B, enquanto 25% pertencem à classe A e
outras 25% à classe C. Para as classes D e E, a pesquisa
mostra 1% para cada.
Na sequência da lista de plásticas
estéticas mais realizadas no Estado estão: Mamoplastia (88%),
Prótese de silicone (86%), Plástica de nariz (74%), plástica de
pálpebras (70%), rejuvenescimento facial (69%), redução de orelhas
(60%) e ginecomastia (57%).
Implante de silicone nas mamas é o
tipo mais frequente de implante, segundo 98% dos médicos
entrevistados. O procedimento também teve crescimento expressivo
nos últimos cinco anos, de 41%. “A mulher brasileira está, cada vez
mais, incorporando um padrão estético popular nos Estados Unidos.
Hoje, existe também um desejo de ter seios em evidência”, afirmou
Prado em comunicado.
Câncer de pele e sequelas da
obesidade
Se considerado o recorte das
cirurgias plásticas reparadoras, passam a liderar o ranking os
procedimentos para danos causados pelo câncer de pele e para
sequelas da obesidade. O primeiro é apontado por 69% dos médicos,
enquanto o segundo por 44%.
Obesidade e sobrepeso, por sua vez,
avançam no país e já acometem quase 60% dos brasileiros. Como o
excesso de peso provoca uma série de doenças, como diabetes,
hipertensão e problemas cardiovasculares, muitos recorrem a dietas
restritivas e cirurgia bariátrica, que provocam perdas expressivas
de peso. “Esse paciente nos procura para retirar o excesso de pele
e, muitas vezes, para melhorar a expressão do rosto. A perda
acentuada de gordura na face pode deixar a pele ligeiramente caída,
o que confere uma aparência de idade avançada e cansaço”, explicou
o cirurgião plástico.
Uso de toxina botulínica aumentou
53%
Cerca de 85% dos cirurgiões plásticos
afirmam realizar aplicações de toxina botulínica, usada contra
marcas de expressão e contra suor excessivo. Destes, quase 90%
afirmam que a procura aumentou nos últimos cinco anos, com aumento
médio de 53%. Além disso, o uso de preenchedores aumentou 46% e 37%
dos cirurgiões plásticos afirmam que realizam remoção de tatuagens.
“A toxina botulínica é um procedimento atraente por ser minimamente
invasivo e não ter os efeitos permanentes. Existem cada vez mais
opções de tratamentos, que podem ser realizados até de forma
preventiva, antes das marcas de expressão surgirem. Contudo, é
importante procurar um profissional qualificado, caso contrário o
resultado pode não parecer natural”, alertou em
nota.
Pacientes reclamam de dor e
cicatriz
O levantamento também revela que as
principais reclamações dos pacientes são: dor pós-operatória e as
cicatrizes. De acordo com Prado, o dado mostra que é preciso
melhorar o diálogo com o paciente. Apesar de ser uma intervenção
para fins estéticos, a cirurgia plástica não deixa de ser uma
cirurgia e implica num período de
recuperação.