Meninas de 11 a 13 anos devem receber segunda
dose. Em São Paulo, começa período de vacinação de bebês contra a
hepatite A
Meninas de 11 a 13 anos que já receberam a
primeira dose da vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) devem
receber, a partir de hoje (1º), a segunda dose. A imunização será
feita em escolas públicas e particulares e também em unidades de
saúde.
De acordo com o Ministério da Saúde,
mais de 4,3 milhões de meninas nessa faixa etária já receberam a
primeira dose em março deste ano. A segunda é essencial para
garantir a proteção contra o HPV.
A vacina protege contra quatro
subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Os subtipos 16 e 18 são
responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero, enquanto
os subtipos 6 e 11 respondem por 90% das verrugas
anogenitais.
Meninas que ainda não tomaram a
primeira dose também podem procurar os postos de saúde. Para
receber a segunda, basta apresentar o cartão de vacinação ou
documento de identificação. A terceira dose será aplicada cinco
anos após a primeira.
Em 2015, a vacina será oferecida para
meninas de 9 a 11 anos e, em 2016, para meninas de 9 anos. O
ministério reforçou a importância do uso do preservativo como
proteção contra as demais doenças sexualmente transmissíveis e da
realização do exame conhecido como papanicolau em mulheres a partir
dos 25 anos.
O HPV é um vírus transmitido pelo
contato direto com a pele ou mucosas infectadas por meio de relação
sexual. Ele também pode ser transmitido da mãe para o filho no
momento do parto. Estimativas da Organização Mundial da Saúde
indicam que 290 milhões de mulheres em todo o mundo estão
infectadas, sendo 32% delas pelos subtipos 16 e 18.
Em relação ao câncer de colo de
útero, estudos apontam que 270 mil mulheres no mundo vivem com a
doença. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima o
surgimento de 15 mil novos casos este ano.
Hepatite
Crianças com um ano de idade e menos
de dois começaram a receber a vacina contra a hepatite A na rede
pública de São Paulo. A Secretaria da Saúde do estado pretende
imunizar 616 mil crianças nesta faixa etária.
Mais cedo neste mês, 13 estados
começaram a vacinar as crianças. Amapá, Amazonas, Bahia, Mato
Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, o Rio de Janeiro, Rio
Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e
Tocantins tinham meta de, juntos, imunizar 1,1 milhão de crianças
em um ano.
O Ministério da Saúde incluiu, no fim
de julho, a vacina no calendário nacional de imunização do Sistema
Único de Saúde. Porém, os estados têm autonomia para decidir quando
começam a vacinar. Segundo o Ministério da Saúde, todos os estados
receberam as vacinas, que inicialmente serão aplicadas em dose
única, com monitoramento para identificar a necessidade de uma
segunda dose.
A hepatite A normalmente é benigna e
raramente apresenta uma forma grave. No Brasil, o Ministério da
Saúde estima que ocorram por ano 130 novos casos a cada 100 mil
habitantes. A disseminação da doença costuma estar relacionada a
condições de higiene, pois é ela é transmitida principalmente pelo
contato com fezes contaminadas, muitas vezes de forma indireta,
pela água e por alimentos.
A meta nacional é imunizar 95% do
público-alvo. O Ministério da Saúde investiu R$ 111,1 milhões na
compra de 5,6 milhões de doses da vacina.
Em São Paulo serão 7 mil postos com
horário de funcionamento de segunda a sexta-feira, entre 8h e 17h.
Para receber a vacina, os pais ou responsáveis devem levar a
criança a um posto mais próximo.