O último balanço parcial da vacinação contra poliomielite indica que mais de 9,3 milhões de crianças menores de cinco anos em todo o país receberam a vacina neste sábado de campanha. O número representa 59% da meta do Ministério da Saúde, que corresponde à população total de crianças nessa faixa etária --15,8 milhões.
O PNI (Programa Nacional de Imunizações) avalia que os dados são positivos e indicam que a meta será alcançada. O balanço parcial é baseado em informações repassadas por estados e municípios brasileiros até as 19h deste sábado. O balanço final será divulgado no dia 31 de julho.
Em todo o país 344 mil pessoas, entre servidores e voluntários, trabalharam na campanha que ocorreu em 92,1 mil postos de vacinação.
No Estado de São Paulo o objetivo da Secretaria da Saúde é imunizar cerca de 2,9 milhões de crianças menores de 5 anos --95% dos 3,08 milhões de crianças nesta faixa etária. Os postos permaneceram abertos até às 17h deste sábado com vacinação gratuita.
Para a primeira fase da campanha foram mobilizados 18,2 mil postos fixos e volantes em todo o Estado. Estiveram envolvidos na operação 52,9 mil profissionais de saúde, 4,3 mil veículos e cinco barcos. A segunda etapa está marcada para o dia 9 de agosto.
Doença erradicada
Há 20 anos o Estado de São Paulo não registra casos de paralisia infantil, mas a vacinação de crianças continua sendo importante porque o vírus da pólio ainda circula em países da África e da Ásia, representando, portanto, uma ameaça à população mundial. A doença é endêmica na Nigéria, Paquistão, Índia e Afeganistão, segundo a secretaria.
Causada pelo poliovírus selvagem, a poliomielite é caracterizada por febre, mal-estar, cefaléia e pode causar paralisia. A vacina é segura e os efeitos colaterais são extremamente raros. Somente não deverão ser imunizadas as crianças com deficiência imunológica, como Aids e câncer, ou que apresentem infecções agudas, febre alta, diarréia, vômito ou alergia aos componentes da vacina.