Segundo estudo da Alanac, companhias de capital
nacional responderam por 51% das vendas, somando R$ 15,7 bilhões
(dos R$ 30,9 bilhões)
Farmacêuticas de capital nacional obtiveram
faturamento superior ao das multinacionais que atuam no País
durante o primeiro semestre de 2014, revelou um estudo da
Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac). As
companhias brasileiras registraram faturamento de R$ 15,7 bilhões
entre janeiro e junho de 2014, 51% das vendas totais, que somaram
R$ 30,9 bilhões. As multinacionais faturam R$ 15,2 bilhões no mesmo
período, ou 49% do total.
A participação das companhias
brasileiras no faturamento do setor farmacêutico está em evolução.
Era de 48,7% nos 6 primeiros meses de 2013, quando atingiu R$ 13,3
bilhões. As vendas das nacionais apresentaram crescimento de 18% em
faturamento no primeiro semestre deste ano, ficando acima da média
do mercado total, que foi de 13,2%.
Para Henrique Tada, presidente
executivo da Alanac, a indústria brasileira de medicamentos está
crescendo em competitividade, o que está levando as multinacionais
a desistirem de produzir e comercializar algumas linhas de produtos
dos mercados de genéricos e similares.
Em unidades, as empresas nacionais
responderam por 59% das vendas (884,3 milhões) que atingiram a
marca de 1,4 bilhão. O crescimento das vendas em volume foi de 12%
no período, ficando também acima da média do mercado total que
cresceu 7,8%.
Categorias
Os laboratórios de capital nacional
fabricam hoje 71% dos genéricos comercializados no país, em
unidades. É a categoria em que as companhias brasileiras são mais
fortes. Entre os similares, as nacionais respondem por 68% das
vendas. Entre os produtos originais, conhecidos por medicamentos de
referência, a participação das nacionais fica em 18%.
Entre produtos vendidos com
prescrição médica, as nacionais respondem por 53% das vendas em
unidades. Entre os produtos isentos de prescrição, a participação é
idêntica, também de 53% para as empresas brasileiras. No Programa
da Farmácia Popular a Indústria Farmacêutica Nacional também tem
números mais expressivos de participação neste mercado de ampliação
de acesso ao medicamento pela população, sendo 60% em vendas (R$) e
63% em unidades.