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A relação entre médicos e operadoras de
planos de saúde tem sido assunto de discussão entre os membros do
setor. Analisar os problemas existentes entre os profissionais
destas áreas foi um dos temas apresentados no XI Congresso
Brasileiro de Auditoria em Saúde, da Adh 2011, realizado nesta
quinta-feira, (25). Segundo o diretor técnico do hospital
Assistencial Bandeirantes, João Antônio Aidar, um dos principais
motivos que geram a relação conflituosa entre auditores de
hospitais e operadoras é devido às clausulas dos contratos que
geram dúvidas.
“Atualmente existem contratos que estão defasados e acabam
criando equívocos tanto em hospitais como em operadoras. Esses
documentos devem ser elaborados com o máximo de clareza, como se
fosse direcionado a um leigo”.
Outro aspecto gerador de conflito está diretamente ligado aos
avanços tecnológicos. Aidar explica que os novos recursos
encareceram os custos dos procedimentos. “No momento em que os
pacientes precisam ser submetidos aos novos tratamentos e não está
presente nem no contrato nem na inclusão ou exclusão do pacote, tem
se ai uma situação de conflito”.
Além dessas questões também é possível citar problemas relacionados
às internações, tratamentos específicos e pagamento de
remédios.
De acordo com o diretor técnico, muitas vezes a remuneração que as
operadoras oferecem aos medicamentos e materiais usados nos
protocolos é inferior à quantidade utilizada. “Um exemplo diz
respeito às medicações fracionadas líquidas, onde as operadoras só
querem pagar o que foi utilizado em mililitros ou em
gotas”.
No entanto, segundo Aidar as falhas no relacionamento entre
operadoras e hospitais também ocorrem por equívocos praticados
pelos médicos. Na sua opinião, em contrapartida, existem situações
em que ocorre preço elevado do medicamento específico. E ressalta
que as instituições devem ficar de olho, caso ocorra esse tipo de
ação.
Para ele, é preciso que tanto os procedimentos realizados por
hospitais como pelas operadoras sejam feitos com o máximo de
clareza e detalhamento de informações, para que as situações
conflituosas diminuam.
Operadoras
Para falar sobre o ponto de vista das operadoras de planos de
saúde, ajudou a compor a mesa e Gerente médica da Amil, Jorgina
Costa Magalhães. Segundo Jorgina, é preciso que hospitais e
operadoras unam forças para que consigam continuar no mercado.
Em sua explanação, a gerente médica chama atenção para a
importância da capacitação de profissionais de auditoria tanto de
hospitais como de operadoras como também faz menção às
acreditações.
Ela encerra dizendo que o trabalho de auditoria de ambas as partes
necessita valorizar o relacionamento entre os parceiros.
“Estabelecer cumplicidade e poder de negociação entre os
interessados é uma boa alternativa para resolver as divergências
entre hospitais e operadoras.”
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