Análise mostra aumento do número de
empresas contratantes entre 2020 e 2024, mas a média de
beneficiários por contrato diminui
Onúmero de empresas que contratam
planos coletivos empresariais médico-hospitalares no Brasil cresceu
em ritmo superior ao de beneficiários entre 2020 e 2024, segundo o
estudo “Evolução dos contratantes e beneficiários de
planos coletivos empresariais de assistência médico-hospitalar no
Brasil”, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar
(IESS). O levantamento descreve a evolução recente da
principal modalidade de contratação da saúde suplementar
brasileira. Clique aqui para fazer o
download da íntegra do estudo ou acesse www.iess.org.br.
Em 2024, os planos coletivos
empresariais – oferecidos pelas empresas a seus colaboradores –
representavam cerca de 71% dos vínculos do setor e reuniam
aproximadamente 37 milhões de beneficiários. No período analisado,
o número de empresas contratantes passou de 1,6 milhão para 2,3
milhões (alta de 48,1%), enquanto o total de beneficiários avançou
de 32 milhões para 37,4 milhões (17,1%). Como resultado, a média de
beneficiários por contrato caiu de cerca de 20 para 16.
“Os dados indicam que mais
empresas passaram a contratar planos de saúde, enquanto a maior
parte dos beneficiários continuou vinculada a contratos de maior
porte”, afirma Denizar Vianna,
superintendente executivo do IESS.
A expansão do número de contratos
ocorreu principalmente entre empresas com até quatro titulares, que
passaram de cerca de 1,3 milhão para pouco mais de 2 milhões, entre
2020 e 2024. Isso representa crescimento de 55,1% e elevou a
participação desse segmento de 83,7% para 87,6% do total de
contratos vigentes no período analisado.
Apesar disso, a maior parte dos
beneficiários continuou vinculada a grandes contratantes,
responsáveis pela cobertura de aproximadamente 40% dos
beneficiários dos planos coletivos empresariais.
Padrão semelhante foi observado nas
análises por setor econômico e abrangência geográfica. O
crescimento do número de contratos se intensificou em segmentos
mais pulverizados — como educação, saúde e serviços sociais (de 137
mil para 237 mil contratantes, alta de 72,4%) e atividades
administrativas (de 145 mil para 237 mil, com expansão de 63,6%).
Em contratos com cobertura territorial definida, como grupo de
municípios, o crescimento foi de 58,9%: de 757 mil para 1,2 milhão
de contratos; em área exclusivamente municipal, o volume cresceu de
90 mil para 147 mil contratos, alta de 63%. Já a distribuição dos
beneficiários permaneceu relativamente estável, com contratos
nacionais reunindo cerca de 45% das vidas.
Coparticipação
O estudo também identificou aumento
no uso da coparticipação. O número de contratos com esse mecanismo
dobrou no período, passando de cerca de 551 mil para 1,1 milhão,
elevando sua participação de 33,8% para 46% da base contratual.
Entre os beneficiários cobertos, a participação do mecanismo subiu
de 56,5% para 61,7%, enquanto os planos sem fator moderador
permaneceram estáveis, em torno de 11,7 milhões de vínculos tanto
em 2020 quanto em 2024.
“Os dados indicam
transformações do perfil dos contratos ao longo do período, com
ganhos importantes de mecanismos de compartilhamento de custos e
disciplina de uso, além de ampliação da capilaridade
contratual”, diz Vianna.
Portanto, os resultados indicam que
houve difusão contratual sem transformação estrutural da cobertura
dos planos coletivos empresariais.